Cartilhas de Educomunicação

Depois um bom tempo, voltamos a escrever aqui.

O Projeto Nossa Mídia encerrou no final do ano passado. Durante os meses de novembro de dezembro, produzimos uma Cartilha sobre Educomunicação. A impressão ficou pronta no início de 2011.

Os 400 exemplares foram enviados a todas as Universidades Federais do Brasil, às Universidades Estaduais do Paraná, às escolas que participaram do Projeto e em algumas bibliotecas de Curitiba. Algumas ONGs que trabalham com Educomunicação como a Ciranda e o Cefuria também receberam o material.

Ainda temos alguns exemplares impressos sobrando. Quem tiver interesse em recebê-los, pode entrar em contato pelo e-mail (imeiodolucas@yahoo.com.br) para obter informações de como fazer para receber a Cartilha. Será dado preferência para ONGs e Projetos de pesquisa/extensão ou comunitários que trabalhem com Educomunicação.

Quem quiser obter a Cartilha em pdf, pode fazer o dowload pelo link:

http://www.cefuria.org.br/site/documentos/cartilhaeducomunicacao.pdf

Agradecemos o Cefuria por hospedar nosso material e permitir sua divulgação.

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Os primeiros frutos

Apesar das oficinas na Escola Etelvina Costa terem sido encerradas antes do planejado devido à falta de público, nem todos os estudantes desistiram da ideia do Projeto Nossa Mídia. A matéria a seguir foi produzida pelos alunos Ana, Aline e Richard, que conseguiram um furo de reportagem ao entrevistar o diretor da escola antes que os próprios funcionários soubessem do comunicado em questão.

A Escola com a Copa 2010

A escola já está no clima do Mundial de Futebol

Diretoria afirma que, durante os jogos do Brasil, os alunos serão dispensados mais cedo, mas haverá reposições de aulas

Os jogos da Copa do Mundo 2010 irão ocorrer durante os horários e dias de aula. Com isso, as escolas terão que seguir as instruções dos horários estipulados pela Superintendente da Educação, Alayde Digiovanni. De acordo com as instruções, quando houver jogos do Brasil pela manhã, os alunos que estudam no período da manhã serão dispensados às 10h, os períodos tarde e noite terão aulas normais. Para o período da tarde terá dois horários estipulados: se o jogos acontecer às 11h, os alunos entrarão às 14h e sairão às 18h, mas se o jogo for às 15h, eles entrarão ao meio dia e sairão às 14h. Nesse caso, os alunos da manhã e noite terão aulas normais. O turno da noite não terá alteração nenhuma.

O Diretor Adilson Luiz Tiecher afirma que haverá reposições de aulas, mas ainda não foi decidida a forma de repor as aulas perdidas. Já em relação do uniforme, o diretor afirma que, no mês da Copa, os alunos poderão usar somente a camisa do Brasil. A calça continuará sendo obrigatória.

Os enfeites para a Copa do Mundo de 2010 já estão sendo preparados no colégio.

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Vídeos

É com orgulho que apresentamos o vídeo produzido por nós sobre mídia, consumo, história, comunicação…
Se vocês soubesse o trabalho que deu…
Aproveitem!

Creative Commons License
Mídia pra quê? by Projeto Nossa Mídia is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 3.0 Brasil License.

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Oficinas 2010 em pleno vapor!

O Projeto Nossa Mídia está trabalhando em três escolas em Curitiba: Papa João Paulo I, Alfredo Parodi e Etelvina Cordeiro Ribas.

As oficinas são aplicadas em turmas do primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio, e são ministradas semanalmente.

Em breve postaremos a produção de veículos de comunicação produzidos pelos alunos.

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Oficina em Novembro

O Projeto Nossa Mídia vai realizar oficinas de educomunicação na Escola Estadual João Turin na semana do dia 23 de novembro. O objetivo é discutir o consumo e a produção da mídia, discutir pautas de interesse dos alunos e finalizar com um material produzido por eles que possa ser distribuído à comunidade escolar. Estamos trabalhando para que tudo dê certo. Aguardem mais notícias!

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Concessões de rádio e TV – a caixa preta da comunicação

Em qualquer serviço objeto de concessão pública existem critérios tanto para a outorga quanto para a renovação das concessões. Mas não é isso que acontece com o rádio e a televisão, onde empresários, políticos e líderes religiosos recebem a outorga sem a necessária avaliação de suas condições para o oferecimento, com qualidade, do serviço público de radiodifusão. Embora a concessão seja pública, ela é usada para fins privados, dando suporte a um sistema de comunicações concentrado que impede a manifestação da diversidade e da pluralidade existentes na sociedade brasileira.

Mais grave ainda é o momento de renovação das outorgas, quando não há qualquer análise sobre o cumprimento pelo concessionário das obrigações previstas na legislação, especialmente aquelas que constam na Constituição Federal. Além de um tempo demasiadamente longo para a finalização do processo de renovação – fazendo com que as concessões permaneçam em funcionamento por anos sem a necessária aprovação do Congresso –, tanto o parlamento quanto o governo verificam somente se a emissora está com o pagamento de impostos em dia. E, mesmo em relação a isso, não são poucas as histórias de concessionários que deram “jeitinhos” para burlar a legislação e esconder dívidas fiscais e trabalhistas. 

O que diz a constituição

Artigo 221 da Constituição Federal: a programação das emissoras deve dar preferência às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, assim como promover a cultura regional e estimular as produções independentes. 

O artigo 54 da Constituição Federal define que deputados e senadores não poderão, no exercício de seus cargos, “firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público”. O artigo seguinte diz que um parlamentar perderá seu mandato caso “infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior”. No entanto, são visíveis os casos em que parlamentares ou seus familiares são donos ou mesmo sócios das empresas que detêm concessões. De acordo com um levantamento feito pela Agência Repórter Social, 53 deputados federais e 27 senadores declararam possuir algum tipo de controle sobre veículos de comunicação. A ‘bancada da Comunicação’ representa nada menos do que 10% da Câmara e assustadores 33,3% do Senado. Metade das 2.205 autorizações dadas a rádios comunitárias entre 1999 e 2004 estão sob o controle de grupos partidários. 

Sarney e ACM, em três anos e meio (enquanto Sarney era presidente e ACM seu Ministro das Comunicações), distribuíram 1.028 outorgas, sendo 25% delas em setembro de 1988, mês que antecedeu a promulgação da Constituição. 

Medidas para mudar o sistema de rádio e TV:

– Cumprimento da lei (inclusive no que tange à proibição de concessão de outorgas a políticos e ao teto de 25% da programação destinado à publicidade).

– Acompanhamento das renovações.

– Conferência Nacional de Comunicação.

– Criação de mecanismos de controle social e participação popular.

– Definição de critérios transparentes e democráticos.

– Aprimoramento dos mecanismos de fiscalização.

– Agilização dos processos.

– Regularização das emissoras educativas.

– Estímulo à comunicação comunitária.

– Fortalecimento do sistema público.

– Democratização na digitalização.

Fonte: revista Concessões de Rádio e TV – onde a democracia não chegou, do coletivo Intervozes.

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Midiatização da cultura

O surgimento e o desenvolvimento dos meios de comunicação podem ser considerados uma característica essencial da cultura ocidental e uma dimensão marcante da sociedade atual. O crescimento urbano desorganizado seguiu junto com a expansão dos meios eletrônicos. O desequilíbrio gerado pela urbanização irracional e especulativa é “compensado” pela eficácia comunicativa das redes tecnológicas. A expansão territorial e a massificação da cidade, que reduziram a interação entre os bairros, ocorreram junto com a reinvenção de laços sociais e culturais que passam através do rádio e da televisão. Atualmente, são estes meios que com sua lógica vertical e anônima, diagramam os novos vínculos invisíveis da sociedade.

Junto com a degradação política e a descrença em suas instituições, outros modos de participação se fortalecem. Homens e mulheres percebem que muitas das perguntas próprias dos cidadãos – a que lugar pertenço e que direitos isso me dá, como posso me informar, quem representa meus interesses – recebem sua resposta mais através do consumo privado de bens e dos meios de comunicação de massa do que nas regras abstratas da democracia ou pela participação coletiva em espaços públicos.

A crise das instituições tradicionais produtoras de sentido (escola, família, religiões, Estado, culturas locais) facilitou a constituição de novas instâncias geradoras e difusoras de sentido. O sistema midiático se tornou nas sociedades modernas talvez o principal fator gerador e difusor de símbolos e sentidos. Ele elabora e difunde, mesmo se de uma forma não totalmente intencional ou planejada, visões de mundo, sentidos e explicações para a vida e a prática das pessoas e, por isso, passa a influenciar sempre mais seu cotidiano, sua linguagem e suas crenças.

A partir dos discursos e das visões de mundo produzidos pelos sistemas de representação simbólica, os sujeitos podem se posicionar e construir sua identificação com determinados papéis, perfis, significados. Baseados nessa identificação subjetiva, na qual sempre estão presentes desejos e dinâmicas do inconsciente, os sujeitos afirmam ou não seu pertencimento: isso somos nós (e não aquilo), fazemos parte dessa cultura/povo/comunidade (e não daquela outra).

Apesar de dois terços da humanidade sequer fazer uso do telefone e continuar social e economicamente excluídos, os processos de mundialização financeira, econômica, cultural e política vigentes só foram possíveis por meio do desenvolvimento das infotelecomunicações e de seus aparatos. São eles que fornecem o substrato material para o processo de globalização cultural.

A informação e o entretenimento das maiorias procedem principalmente de um sistema deslocalizado, internacional, de produção cultural e cada vez menos da relação diferencial com um território e com os bens singulares nele produzidos. Várias décadas de construção de símbolos transnacionais criaram o que Renato Ortiz denomina uma “cultura internacional popular”, com uma memória coletiva feita com fragmentos de diferentes nações. A audiência de cada país vai se acostumando a que o “normal” na mídia sejam as narrativas espetaculares fabricadas a partir de mitos inteligíveis a espectadores de qualquer nacionalidade.

Bibliografia:

Consumidores e Cidadãos – Conflitos Multiculturais da Globalização
CANCLINI, Néstor García

Cultura Midiática e Educação Infantil – MOREIRA, Alberto da Silva

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